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Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo

CONSERVE SEU IMÓVEL

Para uma conservação adequada de seu imóvel é necessário adotar as seguintes medidas preventivas:



ÁREAS COMUNS



Telhado e Calhas
Manter as calhas desobstruídas e limpas. Verificar se não há telhas quebradas, ou danificadas e mal fixadas.

Pintura
Repintar o prédio a cada três anos, em média, a fim de prevenir o aparecimento de fissuras e infiltrações de água nas paredes das fachadas.

Esquadrias – ( Janelas e Portas de Ferro ou de Alumínio)
Manter as guias e trilhos limpos e lubrificados.

Drenagem Externa e Caixa de Retenção
Manter as canaletas limpas e desobstruídas, e promover periodicamente limpeza nas caixas de retenção.

Caixa d'água Inferior e Superior
Lavar a cada seis meses.

Jardins e Gramados
Mantê-los protegidos e evitar que sirvam para trânsito de pedestres (moradores).

Rede de Esgoto
Promover limpeza das caixas de inspeção a cada seis meses e das caixas de gordura a cada três meses. A manutenção preventiva deve ser prática constante dos moradores do prédio.

Verificar periodicamente as condições das mangueiras, bicos, chaves, luz de emergência, central de alarme e da bomba de combate ao incêndio. Checar a carga dos extintores em inspeção anual, além de formar uma brigada de incêndio composta por moradores. Aprovação e renovação periódica do auto de vistoria do corpo de bombeiros (AVCB).

Uma vez por ano para prédio vazio. A cada três anos para prédio habitado.

Para-Raios
Elaborar teste de resistência ôhmica a cada três anos por empresa habilitada.

Instalação de Gás
Periodicamente deve ser realizado teste de estanqueidade nas tubulações de gás do prédio, por empresa especializada, a fim de prevenir possíveis vazamentos nas instalações do mesmo.

Conservação da Estrutura
Para preservação da estrutura do prédio:
• Torna-se necessário precaver-se de vazamentos de água e esgoto oriundos de tubulações embutidas em paredes ou não, que vagarosamente vão danificando a estrutura do prédio.
• Evitar alterações na planta do imóvel através da derrubada de paredes e construções de outras paredes, sem supervisão de técnico especializado.

ÁREAS PRIVATIVAS
Instalações Hidráulicas
• Água


Observar se há umidade nas paredes dos apartamentos do prédio e verificar se são decorrentes de tubulações de água danificadas. Quando se tratar de vazamentos de água a tendência é que provoquem rapidamente grandes manchas em locais onde houver tubulações danificadas.
• Esgoto

Ao contrário da água, em tubulações de esgoto, os vazamentos são mais lentos, consequentemente mais difíceis de serem detectados, e podem provocar danos ao edifício.
Promover limpeza das caixas de inspeção a cada seis meses, e caixas de gordura a cada três meses. A manutenção preventiva deve ser uma prática constante, evitando-se jogar objetos estranhos e papeis no vaso sanitário, e restos de comida nas pias de cozinha.

Instalações Elétricas

Recomendações
1. Não ligar vários aparelhos elétricos na mesma tomada com a utilização de “benjamins”, a fim de evitar risco de curto circuito e incêndio.

1. Verificar o aterramento e o estado da fiação dos chuveiros e torneiras elétricas.
2. Não utilizar lâmpadas com capacidade superior à permitida.
3. Não manusear aparelhos elétricos quando houver contato com água.
4. Evitar a troca de disjuntores sem supervisão de profissional habilitado.
5. Reparos e manutenções preventivas em instalações elétricas deverão ser executados por profissionais devidamente habilitados.

Instalação de Gás
Não será permitida a colocação de botijões de gás dentro dos apartamentos.

Problemas Corriqueiros

Condensação de água em paredes internas dos apartamentos.

Fenômeno comum causado pelo contato do ar quente externo com superfícies frias das paredes internas dos apartamentos, fato que pode levar os moradores a crerem na existência de infiltrações externas de água.

Pode-se minimizar este problema mantendo as janelas abertas para aumentar a circulação de ar, embora, atrás de armários e espelhos, sempre haverá traços de umidade oriundos dessa condensação.

Como Identificar Fissuras, Trincas, Rachaduras e Fendas?

É comum em qualquer edificação, o aparecimento de fissuras e trincas associadas a problemas nas fundações ou nas contenções de confrontantes.
• Fissura é uma abertura em forma de linha, com espessura de até 0,5 milímetros.
• Trinca é uma abertura em forma de linha, com espessura de 0,5 milímetros até 1,0 milímetro.
• Rachadura é uma abertura expressiva, proveniente de acentuada ruptura de massa, cuja espessura varia de1,0 milímetros a 1,5 milímetros.
• Fenda é uma abertura excessiva que causa divisão da parece, e sua espessura é superior a 1,5 milímetros.


O movimento da estrutura do prédio pode ocasionar rachaduras ou fendas, que são mais graves do que as fissuras e trincas. Nesse caso, recomenda-se a consulta a um engenheiro ou arquiteto.
Ao se deparar com anomalias dessa natureza, o observador deve procurar investigá-las, visando à sua melhor caracterização.

As primeiras providências podem ser assim relacionadas:

• Identificar se os problemas estão em elementos estruturais (lajes, vigas, pilares ou alvenaria);
• Verificar se a peça lesada está submetida por algum agente externo (presença de água, por exemplo) a um processo de deterioração progressiva;
• Verificar a estabilidade ou progresso da anomalia.

Há diversos processos de controle, sendo os mais práticos e comuns:

• Preenchimento da abertura com gesso. O fissuramento do gesso indica a continuidade da movimentação;
• Fixação de plaqueta de vidro no local, com marca de referências, observando se há deslocamento;
• Marcação dos limites da lesão com lápis grosso ou tinta, para verificar se há alteração com o correr do tempo.
• Verificar a espessura da abertura. Se for mais larga que a de uma unha (0,5mm), deve-se recorrer a um engenheiro ou arquiteto habilitado e qualificado.

Como Reparar Trincas
(fonte: Manual Leroy Merlin)

Utilizando uma espátula em formato “V”, conhecida também como “abre trincas”, abra a fissura em toda a sua extensão, removendo também a pintura nas faixas laterais.

Para evitara a formação de bolas na pintura, limpe a superfície para eliminar todo o pó com um pincel ou escova secos e depois com um pano úmido.

Com uma espátula, aplique a massa dentro da trinca, alternando o sentido de aplicação para preencher todo o espaço, preservando as faixas laterais. Retire o excesso para evitar irregularidades. Espere secar, conforme o tempo indicado na embalagem.

Aplique a tela, centralizando-a sobre a trinca.
Quando o sentido da trinca mudar, corte a tela para acompanhar.

Com a desempenadeira, cubra a tela em toda a sua extensão com a massa de tratamento e aguarde a sua secagem (de 12 a 24 horas, dependendo da orientação na embalagem do produto).

Após secagem total, faça o acabamento com massa corrida (para áreas internas não molháveis) e massa acrílica (para áreas molháveis). Espere secar.

Para melhor acabamento, retire todo o pó com um pincel seco e, depois, com um pano úmido.
Realize a pintura com um rolo e a tinta desejada.

Para a elaboração do presente Manual (Novembro/13), houve a colaboração dos seguintes técnicos:

Antonio Uehara
Antonio Carlos de Andrada Serpa
Marcio Peres Magalhães
Jorge Alberto Pianheri